É um rio que corre
sobre a planície da face
e que navega em seu leito
a dor que mina do peito
obscura num disfarce
É dor n'alma, socorre!
Que clama pela paz
na água do rio que flui
de um sentimento que evolui
em um ritmo fugaz
E descendo, o rio morre
em gotas que ao chão se deitam
e somem como se voláteis fossem
em sentimentos que se cessem
num percurso que se espreita
É um rio que corre
sentimentos líquidos que brotam da visão
fonte de água das amarguras
que ferem, que trituram
e deixam na solidão
Escoa, esse rio
por fendas marcadas pela idade,
pela face, com seu gosto de sal
na vida, em declínio abissal
roubando a felicidade.
E o rio seca,
o sentimento acaba,
a fonte se esgota
em pequenas gotas,
e prende com aldrabas.
Antonio Ximenes
segunda-feira, 23 de setembro de 2019
domingo, 5 de maio de 2019
Premissa
Aos mestres e colegas
ora presentes aqui
sob o prelúdio de Raul Seixas
que nos trouxe suas deixas,
nos ingressou no porvir.
È o futuro que se apresenta
em nossa Educação
entre um e outro texto
se insere em um contexto
ensinando a lição
E dessa lição apreendida
por nossa mente que areja
pelos ventos que nos dão
em aprender avaliação
para os alunos de Eja
E ainda de Raul, se o
sonho que se sonha só
um sonho que se sonha,
mas só se acompanha
se não sonhar só
Portanto, amigos e amigas
sonhemos um sonho juntos,
pois avaliar é preciso
sem ficar indecisos,
nesse grupo, neste conjunto
Essa é nossa premissa
teçamos nossos comentários,
o veritek usemos
para aplicar o que aprendemos
nas avaliações diárias
Antonio
Ximenes
domingo, 24 de março de 2019
Meu Campo Maior
Inicio neste momento
com esta caneta e papel
Na terra do monumento
de heróis que estão no céu.
Ora, vejam só!
Heróis que não voltam mais
a esta Campo Maior
Terra de carnaubais
Existe um açude que era grande
Existe um açude que era grande
e agora, pequeno, ficou pior
nesta terra que se expande
minha linda Campo Maior
Em suas pretas ruas
de asfalto pela metade
que deixa outras nuas
ruas desta cidade
Nuas ruas, sem calçamento
Campo Maior “altaneira”
que, hoje, neste momento
Permanece muita poeira
Falemos das construções
existentes nesta terra
de amores, de ilusões
que ficam além da serra
Construções como mercado,
a rodoviária, o iate
que hoje está marcado
pelo desprezo que o abate.
Ilusões e amores
daqueles que para longe foram
e sofrem com suas dores
e, na saudade, laboram
Campo Maior da serra,
do açude e da lagoa
que, aos poucos, se encerra
numa batalha à toa.
Sim, batalha crítica
para se mostrar um açude
em época de política,
numa vil atitude.
Campo Maior do festejo
ao santo casamenteiro,
Atonio, que atende desejos
de muitos os solteiros
Ainda de caneta em mãos
continuo escrevendo
a todos meus irmãos
que agora estão lendo
E falando de Campo Maior
cidade do meu Piauí
ao Norte, não fica só
nem isolada no porvir.
Por uma BR é cortada,
para se mostrar pra muita gente
e deixa encantada
qualquer pessoa inteligente
Nesta nossa cidade
muitos bairros se completam
e muita felicidade
nas pessoas acarreta.
Seus bairros agora vejamos
começando pelos Leste,
Flores, Santa Rita, contamos
com Flor do Campo inconteste.
Continuando, São João e Água Azul,
Lourdes e São Luís
que fica já mais ao Sul
como o povo diz.
Fátima, bairro grande
Paulo VI e Parque Estrela
Aí a cidade se expande
e todos querem vê-la
Cidade Nova e Fripisa
outros bairros importantes
no Oeste, se avisa
crescem a todo instante.
É nossa Campo Maior
de conjuntos habitacionais
que ficam a redor
desta terra de carnaubais
E encerrando esta poesia
em literatura de cordel
que nos dá muita alegria
posta neste papel
Falei de Campo Maior
ainda que superficial
porém, ficará melhor
depois de um toque final.
Falei com palavras singelas
de uma forma, não a melhor
Escritas nas páginas amarelas
do meu caderno, não é a pior
Antonio Ximenes
Antonio Ximenes
domingo, 27 de janeiro de 2019
Bicho Velho
Foi uma
facada, ouvir aquela expressão, sem amor, sem consideração, sem respeito, de
quem se compartilha todos os momentos de uma vida: as alegrias, as dores, as
tristezas, porém, sem fugir, sem ferir, sem magoar o outrem, e, que, com a alma
já enferma, em consequência de
sofrimentos causados por quem tanto considera. São dores que se acumulam ao
longo do tempo e que vão enfraquecendo o espírito e a moradia terrena deste
mesmo espírito que em algum momento desocupará o corpo em que habita.
É o bicho homem, capaz de matar sem
sangrar, apenas com palavras e atitudes que massacram, não o corpo, mas a alma,
deixando a vida opaca, sem alegria, sem felicidade, com apenas a dor da
tristeza.
O velho hábito da humilhação pelo psico,
pela moral, com palavras que cortam como uma lâmina de dois gumes.
Mas o homem, o bicho velho, sim “o
bicho velho” teima em ser humilhado, pisoteado por quem não lhe tem mais amor,
dó, compaixão e, que aos poucos tira uma vida que era feliz, alegre, mas que se
tornou apenas “um bicho velho”. Esta é a expressão.
Antonio Ximenes
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