Total de visualizações de página

sábado, 5 de abril de 2014

Escrevendo besteiras







Neste blog, escrevendo
opiniões em críticas obscuras
expresso o que penso em aventuras
no texto, na palavra-arte
que a vida pública parte.

Parte a palavra-arte
a vida pública em desastre
e comenta em sentido outro.
não de qualquer maneira,
escrevendo besteiras.

Besteiras que o crítico acha
por não entender o conteúdo,
por fraca escolaridade e
do texto não compreender
as besteira que lê.

Mas palavras são armas
que podem até matar,
sem nenhuma munição,
com a boca ou com a mão
se palavras afirmar.

Também estas besteiras
Nesta poesia escritas
São palavras não sorrateiras
que não dissimulam o que sente
o autor aqui latente

Então, palavras ferem,
cortam e aderem,
ainda que besteiras.
Palavras derrubam,
palavras levantam.
Palavras respondem:
Besteiras.
Antonio Ximenes

sexta-feira, 28 de março de 2014

Sofrendo uma revistada


             Sofrer uma revistada é comum, é ser passado sob uma revista, ser inspecionada ou inspecionada, e isso acontece quando se entra em penitenciárias, cadeias ou outro local público de segurança; seja a pessoa uma professora ou um Prefeito Municipal, pois a lei é igual para todos. Na minha cidade já houve casos de revistadas em que não se procurou armas em suspeitos, mas apenas por reação instantânea ou brincadeiras de outrem. O leitor pode até pensar que este texto relate casos de algum suspeito por práticas de crimes ou outra coisa qualquer que infrinja a lei, antes da conclusão de sua leitura, entretanto não se trata disso, senão vejamos: “Promotor no Piauí agride professora com uma revista”, publicado no seguinte endereço eletrônico; http://www.chamadageralparnaiba.com/2013/04/promotor-no-piaui-agride-professora-com.html#. À vista desta manchete e sem ter conhecimento prévio do assunto de que ela trata há de se fazer mal juízo do tema, entretanto fale-se de um Promotor. Mas Promotor de que? Pois promotor é quem promove alguma coisa, e neste momento estou promovendo a leitura deste texto. E a professora revistada, digo, agredida com uma revista?. Outro caso de revistada: “ POLÊMICA: Comerciante diz que não teve o desejo de agredir prefeito; Foi só uma brincadeira (...) por ser muito brincalhão, aproveitou o momento que estava reivindicando o asfalto para sua rua para descontrair atingindo o petista com uma revista que estava em suas mãos.” publicado no sítio: http://www.campomaioremfoco.com.br/cidade/6117, em 28/03/2014. Mas que brincadeira é esta em que se passa alguém sob revista, e ainda quando este alguém é uma autoridade que administra uma cidade, e que esta mesma autoridade não autoriza o asfaltamento da rua onde mora do dono da  revista?

            Mas deixemos esses questionamentos, estou apenas brincando com as palavras, mostrando como é possível dá inúmeros sentidos às palavras nos mais diversos contextos, e é através do jogo de sentidos das palavras que se constroem os textos publicados neste blog, às vezes sem passar sob revistas, mas que se tornam uma revista eletrônica

sábado, 1 de março de 2014

Arquibancada da inteligência

            É humorístico, é sarcástico, mas não subestimemos a nossa inteligência, a inteligência humana, por mais mínima que seja, é inteligência, ainda que a inteligência esteja centrada em um grupo de bancos cimentados, para ver outras pessoas jogarem futebol, mesmo que não se consiga enxergar, não por se ser deficiente da visão, mas porque a bancada que seria para se ver pessoas jogarem bola não atinge seu objetivo. Que lindo! Nosso país, país do futebol!
            Numa cidade foram construídas pelo poder público municipal muitas quadras para a prática de esportes, sendo uma delas construída próximo a secretaria que comanda a educação municipal. Ótimo, pois quem pratica esporte tem vida saudável, entretanto quem assiste à prática esportiva também tem vida saudável ainda que não a pratique, pois quando se está vendo algo interessante ao entretenimento pessoal e seja prazeroso se esquece das agruras da vida.
            Ah!, Que bancada!
            A bancada, não sentada, mas a bancada que não representa o povo, a bancada do povo que está do lado de fora da quadra, para ver o povo no interior da quadra a praticar o jogo, o jogo de que só vale se ganhar e nunca perder. É o jogo da vitória, da vitória em que muitos se sentam do lado de fora do jogo e fingem que o vê, porém existe um muro cujo ápice se nivela ao lado mais alto da arquibancada, onde somente alguns da plateia veem, de pé, o jogo sem poder gritar, torcer ou vaiar seu time porque são a minoria favorecida. Os demais são pequenos, ficam abaixo do nível de visão da quadra. Ainda bem que na arquibancada se respira um bom ar, pelo fato da quadra está à margem de uma lagoa a que chamam de “açude grande”; onde o que é muito grande é a poluição de suas águas oriunda dos esgotos que correm pelas vias públicas. Mas mesmo assim se respira um bom ar. Que bancada!
           Arquibancada da inteligência, da inteligência que manipula como correm e pulam os jogadores. E que inteligência! Todo mundo feliz, mesmo que o muro da quadra acima aludida esteja impedindo de se ver o que fazem os jogadores, ali, no seu nariz. É muita aposta aqui bancada.
            Bravo! Meu time está ganhando, pois tenho muitos torcedores, muitos fãs, muitos eleitores. É copa do mundo. É a copa que manda.
            É sarcástico, é satírico, é pejorativamente empírico. É necessário que a pessoa fique abancada na plateia mesmo que não veja o jogo na quadra, da quadra onde inteligentemente os bancos cimentados, duros, ficam abaixo do nível do muro dessa mesma quadra.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Feliz Décimo Terceiro

          Andando pelas ruas de minha cidade recebi várias mensagens de “feliz natal”, “feliz ano novo”, “muita paz, muito dinheiro no bolso para você e sua família”. Diante de tantas mensagens que recebi até via celular, emails, passei a me perguntar. Será que terei tudo isso que a mim estão desejando? Espero que sim, ainda que dependa do outrem. 
        Ora, estamos concluindo mais um ano. O ano de 2013, ano em que o décimo terceiro, número que lido cardinalmente é o 13, conforme diz a matemática; denominado também de subsidio natalino, abono natalino, um salário extra de servidores públicos, não somente, não pago a esses mesmo servidores devido a um suposto bloqueio. 
          Mas que bloqueio? 
         Só não pode ser um bloqueio mental, ou seja, um esquecimento, um lapso, de pagamentos de dívidas anteriores geradas, talvez, pelo próprio gestor do poder público responsável pelo pagamento do décimo terceiro salário, e que tenha dificultado ou impedido o pagamento destes proventos. 
         E como fica a dor daqueles que trabalham diuturnamente, uns durante o dia, outros durante a noite, e outros de dia e de noite, na ânsia de receberem sua remuneração extra para garantir o presente do filho ou da filha, e até mesmo a própria alimentação, deixando o presente natalino para o próximo ano, que não termina em 13, número de sorte para poucos e de azar para muitos. 
          E o servidor?  
       Continua servil, sofrendo a sua dor, a dor de não ter, ou de ter e não receber um décimo terceiro salário para garantia de cumprimento de seus compromissos que já os fizera na certeza de cumpri-los. A todos os servidores: Feliz décimo terceiro no bolso e muita saúde para dele não precisarem!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Um presente, um abraço.



Um abraço, um carinho,
amor, afeto e amizade
Um abraço de lealdade.
Um abraço que não faz mal.
É um presente de natal.

            Um abraço, um carinho.
            Em quem se gosta de verdade.
            Não retrata a falsidade.
            Um abraço que não faz mal
            um presente de natal

Um abraço, um afeto.
Traz muita felicidade
É a própria fidelidade
Um abraço que não faz mal
Um presente de natal

            Um abraço, a amizade.
            A alegria, a felicidade.
            Um abraço da dignidade
            Um abraço que não faz mal.
            Um presente de natal,

Um abraço apertado
Carregado de sentimentos
Para esquecer fragmentos
De ressentimentos que fazem mal
Um presente de natal

            Um abraço, um gesto simples.
            Que transmite emoções
            Melhorando relações
            Que há tempo estão de mal
            Um presente de natal.

Um abraço, outro abraço
Um abraço em você
Mostra-me o amanhecer
De um vida sem igual
Nesta noite de natal.

                                Antonio Ximenes
           

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Perdendo a vez, mas ganhando a voz.


            Tive informações pela imprensa publicada na internet, de que um cidadão, não sei se lúcido, sóbrio, consciente de sua razão, interveio em uma sessão da Câmara Municipal de minha cidade para expor suas verdades sobre o modo de trabalho dos edis que ali atuam com o poder de criar leis, aprovar projetos do executivo, etc.. Ou, seja o objetivo do poder, que é visto somente pelo lado externo pelo cidadão menos esclarecido.
            Mas o avesso do poder manifesta-se através de quem o detém, quando este detentor se sente ameaçado por outrem, e quando esse outrem é o lado fraco, é o povo de onde emana o poder. E veja-se que o lado fraco só o é quando não tem consciência de sua força, o que não ocorreu com o cidadão acima elencado.
            Aquele eleitor quisera expressar sua opinião em um local público de decisões, elevando sua voz a todos ali presentes, questionando, sem respostas, a forma de trabalho dos trabalhadores do povo, afirmando que esse mesmo povo não tem conhecimento do horário de trabalho de seus representantes que são pagos com o dinheiro de cada cidadão.
            Esse cidadão-eleitor teve sua vez, ainda que de forma atrevida, mas teve.  Também, de imediato a perdeu, pois teve sua voz tolhida por não agradar, sua intervenção, no Legislativo Municipal. E por não ser de agrado sua manifestação pacata perdeu sua vez, entretanto ganhou outra voz ditada pelos insatisfeitos com a atitude daquele cidadão que, talvez, tenha ofendido com palavras, não o poder, mas o ego dos que detêm esse poder. Não se pode expressar a insatisfação, pois o eleitor em comento perdeu sua vez e ganhou uma voz, uma voz de prisão.
 
 

sábado, 28 de setembro de 2013

O dia seis no dia sete de setembro: Independência? ... Ou morte?


            Os meses do ano são doze e isso todo mundo sabe, mas não sabe que antes o calendário romano contava com apenas dez meses onde o primeiro mês do ano era março e o último era dezembro, e que os meses de julho e agosto, em homenagem a Julio César e a César Augusto, respectivamente, vieram depois e que tinham como nomes de Quintilis e de Sextilis.  Júlio Cesar e César Augusto eram políticos e se auto-homenagearam nominando, com seus nomes, meses do ano, passando, portanto, Setembro, que antes era o sétimo mês do ano para o nono mês. Mas isso é mesmo coisa de política querer deixar algo para trás, ou passar para frente.
            Ora, setembro está terminando, e neste mês, como alguns meses do ano, não tem o dia 31, cujo número lido ao contrário será 13, entretanto estamos no ano de 2013, o ano em que a festa de comemoração ao dia da pátria, que não sei se é amada ou não, o dia em que o Brasil se tornou “independente?”, é comemorado nacionalmente no dia 7, mas na cidade onde moro, e que é tida como cidade dos Heróis do Jenipapo, onde esse é o nome de uma batalha ocorrida pela nossa independência, essa data de festividade à Pátria foi antecipada para o dia 6, uma sexta-feira, que somando com o número da data real de comemoração, ou seja, sete, vai dá 13, e este número também foi o número da sexta-feira seguinte posterior à comemoração realizada. Sexta-feira 13. Para alguns o 13 é número de sorte, entretanto para a maioria é azar igualmente como passar sob escada, ver um gato preto etc.
            Assim como esse líder de Roma fez com o mês de setembro, passando-o para frente, deixando este mês de ser sete para ser nove no calendário, semelhante também foi feito em minha cidade, passando-se o dia 06 pelo o dia 07, ou seja, comemorou-se o dia 07 no dia 06, uma data de grande importância na história do país, uma data onde se gritou pela independência ou morte, e assim ganhou-se a independência no grito, ao contrário de hoje, que se ganha a dependência no grito, e todos dependem do poder publico partidário, para a independência de alguns e a morte da maioria.
            - Independência? ... Ou morte?    Sorte?...  Ou azar?

Antonio Ximenes